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Sexta-feira, 9 de Agosto de 2013

A desordem económica

"Impotente devido às dificuldades políticas, constrangido pelas dificuldades financeiras, o Estado não sustentava, devorava a riqueza da Nação, consumia ou deixava consumir o capital colectivo que vinha do passado e as enormes somas com que onerava o futuro"

 

António de Oliveira Salazar in Como se reergue um Estado

Este recado é de Rodrigo Mello Gonçalves às 12:52

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Quinta-feira, 8 de Agosto de 2013

Dois países, um sistema

A reunião tinha começado à hora marcada, o que na Argélia é sempre motivo de enorme satisfação. Passámos em revista todos os pontos: condições, quantidades, documentos obrigatórios, certificados. Tudo em ordem.

 

-"Então e ‘timings'? Qual a data prevista de chegada dos produtos ao porto de Argel?"

 

- "Essa é, agora, a parte mais complicada! Estão em greve no Porto de Lisboa e ninguém se consegue comprometer com prazos!" - respondo eu, não conseguindo esconder o incómodo por esta situação. Tinham sido meses de trabalho e negociações que agora chegavam ao seu termo. Mas esta questão dos ‘timings' poderia deitar tudo a perder.

 

O importador, com um ar algo estupefacto, pergunta-me então - "Mas vocês não estão em crise? Não precisam de aumentar as vossas exportações para dinamizar a vossa economia e os vossos sectores produtivos? E põem-se a fazer greve nos Portos?".

Para perguntas simples muitas vezes não há uma reposta dotada da mesma simplicidade.

 

Até porque, ao olharmos para o Portugal de hoje, vemos que existem claramente dois países.

 

De um lado, o país que produz, que tenta gerar riqueza, que se esforça por ir à conquista de novos mercados. As empresas que iniciaram o caminho da internacionalização, algumas delas já há muito tempo, e que têm conseguido, num quadro extremamente difícil e competitivo, vender os seus produtos e serviços, são uma das faces deste Portugal.

Os recentes indicadores respeitantes às exportações e ao saldo da balança comercial são a prova do dinamismo e da capacidade de reposta que a economia portuguesa, apesar de tudo, tem conseguido dar.

O caso da Argélia tem sido, aliás, um bom exemplo desta realidade, com um crescimento das nossas exportações na ordem dos 100% entre 2009 e 2012. Quer seja nos produtos agro-alimentares, quer seja nos materiais de construção, ou no ‘know-how' em diferentes sectores como o dos sistemas de informação, ou o da elaboração de projectos, a marca Portugal continua a ser sinónimo de qualidade e confiança, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento das relações económicas e a concretização de parcerias estratégicas entre empresas portuguesas e argelinas, como recentemente foi anunciado no âmbito da produção de detergentes ou da construção metálica.

 

No entanto, de há uns tempos a esta parte, tem sido outro o Portugal que parece prevalecer. O Portugal que, em muito menos tempo, e com muito menos esforço, se deu a conhecer, por maus motivos, além-fronteiras.

 

Falo do Portugal estatista e falido. Do Estado que foi obrigado a solicitar ajuda e financiamento internacionais para poder fazer face aos seus compromissos.

 

Falo de um Estado despesista, ineficiente, muitas vezes mergulhado em teias de interesses e aprisionado num conjunto de obsoletos e irrevogáveis direitos adquiridos.

 

Um Estado gerido por uma classe política cada vez mais alheada da realidade que a elege, e onde ninguém é responsabilizado por nada. Os sucessivos escândalos que têm sido revelados ultimamente, e que em qualquer país civilizado teriam tido consequências imediatas, em Portugal caem no beneplácito de um sistema judicial que tem tanto de eficaz como de célere.

Da nacionalização do BPN ao aeroporto de Beja, das PPP aos défices crónicos e cada vez maiores das empresas públicas, terminando nos mais recentes SWAP, são vários os exemplos de uma gestão ruinosa, até danosa, da coisa pública, que conduziram à situação que conhecemos.

 

A maioria dos operadores económicos está asfixiada por impostos ou atolada em crises de tesouraria, que muitas vezes, têm na sua origem, dívidas por parte do Estado. Por outro lado, a quebra na procura interna, motivada pela redução do poder de compra à qual se juntou um clima de instabilidade e receio pelo futuro, fez o resto.

 

As viagens que tenho feito a Portugal vão mostrando uma sociedade cada vez mais cansada, nalguns casos mesmo desesperada. Lojas que não vendem, restaurantes que fecham, pequenas e médias empresas que entram em processo de insolvência, ou despedimentos colectivos em grandes grupos.

 

A comunicação social, quando não retrata esta triste realidade, fala de fraudes envolvendo dinheiros públicos, dos ‘deficits' das contas do Estado, ou das tricas políticas entre Governo, Presidente e oposição, contribuindo para o clima de depressão colectiva e alheamento em que o País entrou.

 

A coabitação destes dois países sendo impossível, é fulcral pôr um ponto final no sistema e reformar a sério o Estado. Um Estado forçosamente mais pequeno mas sobretudo mais eficiente, onde exista e se pratique o princípio da responsabilização. Um Estado que liberte meios para que as empresas se possam desenvolver e crescer. Um Estado assente em menos trabalhadores, mas conscientes das suas responsabilidades e empenhados nas suas funções.

 

Este terá que ser o ponto de partida para um novo ciclo. Por muito que custe a alguns.

 

Assim saibamos agir, os que estão dentro e os que estamos fora, pois eu tenciono um dia voltar a ver Portugal de dentro.

 

Artigo publicado no Diário Económico de hoje.

Este recado é de Rodrigo Mello Gonçalves às 12:27

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Segunda-feira, 22 de Julho de 2013

Um novo ciclo...

O desfecho da iniciativa presidencial foi o esperado.

 

Ou alguém acreditou que perante o "raspanete" de Cavaco PSD, CDS e PS fossem chegar a acordo?

 

Este acordo era impossível de alcançar. Mas se por acaso tivesse sido alcançado, então seria pior ainda, pois queria dizer que durante 2 anos os partidos tinham andado a brincar à política em vez de se sentarem à mesa a resolver os problemas do País.

 

Se o acordo tivesse sido alcançado, Cavaco teria tido enorme vitória. Tão grande quanto a machada final no sistema político partidário português.

 

O acordo não tendo sido alcançado, só restava ao Presidente fazer o que fez: manter o Governo em funções.

 

Arranquemos então para um novo ciclo!

 

Com mais economia e menos finanças.

 

Com mais vida real e menos ficheiros Excel!

 

Mas sobretudo com bom senso e responsabilidade. Da parte de todos! Ninguém está para aturar mais birras!

 

Este recado é de Rodrigo Mello Gonçalves às 01:12

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Segunda-feira, 15 de Julho de 2013

Não gosto nada disto

1. O Estado português vendeu/deu o BPN em troca de 40 milhões de euros.

 

     Mais ou menos o valor do passe do guarda-redes do Sporting, Rui Patricio.

 

     Hoje, no Público o comprador do BPN, o banco BIC, pede ao Estado uma indeminização de 100 milhões de euros.

 

     Portugal no seu melhor.

 

2. O ex- Sr. FMI, Strauss Khan deu uma entrevista à CNN.

 

    Não quero comentar as vicissitudes pessoias da sua vida privada.

 

    Mas, vale a pena dar atenção ao que ele disse sobre o nosso mundo.

 

    Assim,

 

    a) A Europa é gerida por imcompetentes.

 

    b) Perde e vai perder nos competitividade nos próximos anos por ausência de liderança e estratégia num mundo global.

 

    c) Que não percebe o que se passa com a Irlanda, com Portugal e com a Grécia. Somados devem ser 5% do PIB da Europa.

 

    d) Que o FMI não concorda com o programa de austeridade nestes paises.

 

3. O ex- tesoureiro do PP, Sr. Luis Bárcenas, abriu a boca, contou muitas verdades e implicou o actual 1º Ministro de Espanha, Mariano Rajoy numa ou várias histórias de corrupção.

 

A procissão ainda vai no adro.

 

Mas, será que em Portugal não haverá, em breve, um Bárcenas num partido politico a contar umas histórias sobre alguns politicos que ficaram muito ricos de um momento para o outro ?

 

   

Este recado é de João Pessoa e Costa às 10:40

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Quinta-feira, 4 de Julho de 2013

Uma pergunta...

A birra a que temos assistido na coligação já custou milhões de euros ao País!

 

Em 2 dias desbaratou-se muito do que tinha sido conseguido em 2 anos.

 

Perante isto, fica a dúvida: Com que cara é que quem nos governa pode vir amanhã pedir novos sacrificios? Com que legitimidade? Em nome de quê?

 

Nenhum deles soube medir as consequências dos seus actos? Nenhum deles conseguiu antever que as coisas não podiam ser feitas assim?

 

Então sai-se do Governo para no dia seguinte ir negociar com o PSD a salvação do Governo?

 

Tudo isto é muito triste. O País não podia, e muito menos devia, ser tratado desta forma.

 

O País merece mais respeito e os Portugueses que suportam o "brutal aumento de impostos" deviam ser tratados com mais consideração...

Este recado é de Rodrigo Mello Gonçalves às 01:48

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Quarta-feira, 3 de Julho de 2013

Doentes ?

Sinceramente, acho que os nossos politicos estão doentes.

 

Precisam de ser hospitalizados e medicados.

 

O que se passa em Portugal, lembra um hospital de malucos.

 

Onde tudo ralha e ninguém tem razão e vivem com um muro à volta, que os cerca, desligados do mundo real.

 

Eu, que sempre vivi em Alvalade- Av. do Brasil, lembro-me dos " malucos" do Júlio de Matos, que de vez em quando, fugiam do hospital para fumar um cigarro ou tomar um café com a rapaziada cá de fora. Era a hora da liberdade.

 

O circulo dos politicos profissionais é cada vez mais fechado. Trancado pela máquina partidária.

 

Não sabem quanto custa 1 bilhete de metro, não pagam ordenados, fogem de responsabilidades.

 

Vivem entre lugares no Estado, na Universidade e na Politica.

 

Não sabem fazer mais nada.

 

No mês de Agosto, vão a banhos.

 

Regressam em Setembro.

 

Para eleições.

 

Pobre Portugal.

Este recado é de João Pessoa e Costa às 17:01

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Terça-feira, 2 de Julho de 2013

Uma Nova Esperança

Na situação política a que chegámos, e ao contrário do que já dizem muitos, ainda há uma esperança. E ela reside no PPD/PSD.

 

Alguns Ministros do PSD e até independentes, bastantes deputados do PSD e muitos dirigentes do PSD vinham, à semelhança do CDS, a defender um novo rumo na política fiscal e financeira do Governo.

 

A saída de Gaspar poderia concretizar essa mudança. Mas Passos não a quis aproveitar.

Erradamente teimou em manter o rumo e a maior parte da equipa das Finanças.

Fez mal, ainda para mais sabendo que Portas não concordava. E começou a pagar o preço dessa escolha.

 

O PSD tem agora de reflectir sobre o que quer fazer e o que quer para o País.

O PSD pode escolher um novo líder e uma nova equipa que proceda a essa mudança tão reclamada por muitos, até dentro do próprio partido.

Uma nova equipa que consiga formar governo com o CDS no actual quadro parlamentar, e que consiga até trazer uma Nova Esperança a Portugal.

 

Isto é possível. Diria mesmo que desejável.

 

Ir para eleições agora é tudo o que o País dispensa. Até porque a alternativa é aquela que se sabe.

Este recado é de Rodrigo Mello Gonçalves às 18:14

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Quarta-feira, 26 de Junho de 2013

Reforma do Estado ?

 

Li, com atenção um artigo de opinião do ex-Presidente do INA, Prof. Luis Valadares Tavares no jornal Público.

 

Li e reli. Não acreditava no que lia.

 

Num ano, em que o Governo nos pedia, todos os dias, mais austeridade, a Administração Pública gastou mais 1.700 milhões de euros.

 

Ou seja, mais 15% do que o ano anterior.

 

O regabofe continua.

 

E vai continuar com as eleições autárquicas à porta. Esta rapaziada, precisa de apresentar obra. Umas estátuas, uns jardins, umas rotundas,umas estradas alcatroadas de novo e uns festivais de verão, de preferência com uns artistas estrangeiros.

 

Reforma do Estado ? Sim, para manter tudo na mesma e gastar ainda mais à custa dos contribuintes.

Este recado é de João Pessoa e Costa às 10:27

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Limitação de mandatos?

A apenas alguns meses das autárquicas, mantém-se a dúvida sobre a possibilidade de diversas candidaturas municipais, nomeadamente em algumas das principais cidades.

 

Discordo do princípio da limitação de mandatos. Na prática ela não é mais do que um atestado de estupidez passado aos eleitores.

É como se o poder legislativo dissesse aos portugueses: "vocês até são bons rapazes e têm direito de esolha, mas não podem escolher sempre os mesmos, por isso não deixamos que se candidatem!".

Quer queiramos ou não é uma subversão do princípio da democracia. Se uma população quiser votar num autarca pelo bom trabalho que tem desempenhado ao longo dos anos, por que razão não o pode fazer?

Quem melhor do que os eleitores do Concelho para decidir soberanamente sobre quem querem ou não à frente da Câmara Municipal?

 

Os episódios a que temos assistido relacionados com as autárquicas só provocam um maior aumento no, já de si gigante, fosso entre eleitos e eleitores...

Este recado é de Rodrigo Mello Gonçalves às 00:52

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Segunda-feira, 24 de Junho de 2013

ESTAMOS DE VOLTA

 

 

Bom dia a todos.

 

O grupo do costume, liderado pelo Rodrigo Melo Gonçalves, renovou os votos de aliança para a intervenção civica neste novo Blog.

 

E assim nasçeu a Lista de Recados.

 

Esta semana, especialmente turbulenta, deixo alguns recados.

 

1. A Troika- ainda não percebi se zangados uns com os outros ou não- voltam a Portugal.

 

2. Greve Geral a 27. Vai ser relevante entre a adesão e a notoriedade da mensagem. O Brasil, feito pelos Portugueses está nas nossas cabeças.

 

3. O CDS-PP anda muito agitado. Vá lá saber-se porquê ?

 

Por hoje, é tudo.

 

 

 

Este recado é de João Pessoa e Costa às 11:46

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